Aquecendo as mãos

Uma das queixas mais comuns do Inverno são as mãos frias. Porém, na China Antiga e Imperial, foi descoberta uma solução para o problema: aquecedores de mãos portáteis.

Estes aquecedores eram pequenas caixas, feitas de materiais como cobre, bronze ou porcelana, que mais tarde eram preenchidos com pequenos pedaços de carvão quente e transportados para todo o lado.

Pensa-se que tenha surgido por volta de 700-476 A.C., no Estado de Chu, durante o Período da Primavera e Outono, havendo versões lendárias para o seu surgimento. Uma das lendas indica que o imperador Yangdi, da Dinastia Sui, ao viajar durante um duro inverno, pediu que fosse inventando algo pequeno que pudesse aquecer, daí ter sido inventado este aquecedor. Na Dinastia Song, já eram amplamente usados pela população, sendo extremamente populares até ao final da dinastia Qing.

Estas caixas tinham formas redondas ou quadradas e o material mais usado era o cobre por ser um ótimo condutor de calor e permitir maior liberdade artística a quem trabalhava. As caixas eram decoradas com motivos florais, animais ou caracteres. Contudo, haviam motivos exclusivamente reservados à família imperial.

As brasas usadas eram feitas de carvão, mas estas eram frequentemente perfumadas com auxilio de flores e plantas, dando um toque agradável ao aquecer das mãos.

Recentemente, houve um ressurgimento do interesse nestas caixas, motivado pelo crescente interesse nos dramas de época chineses.


( Fonte : Weibo e China Daily)







Museu Caranguejo

Uma cidade chinesa, nos arredores de Xangai, vai inaugurar um museu cuja arquitectura do local é literalmente em forma de ... caranguejo

A região localizada junto ao lago Yangcheng é conhecida pelas tradições locais de apanha e consumo do caranguejo-peludo-chinês, também conhecido por caranguejo de Xangai - uma iguaria muito apreciada no sudeste da China, principalmente na época do Outono.

O edifício, com cerca de 16 metros de altura e 75 metros de largura, terá 3 andares que serão dedicados ao museu e a espaços gastronómicos e de entretenimento. Contudo, a beleza está no seu exterior, pois pretende replicar ao detalhe o aspecto físico do animal, até as patas peludas, a característica mais distinta.

Porém, o museu ainda se encontra em construção - a inauguração esta prevista para meados de 2018.

(Imagens via Sina News )

Dançando na Praça

É bastante comum nas cidades chinesas ver os seus habitantes, especialmente séniores, a praticar exercício. Porém nos últimos anos surgiu uma das mais curiosas e divertidas práticas desportivas - dança na praça

Esta prática tem origens na época da Revolução Cultural, quando as pessoas eram encorajadas a exercitar-se em grupo em espaços públicos. Reapareceu nos anos 90, quando as gerações mais velhas começaram a reformar-se e recuperaram este velho hábito para se manterem ativas. As coreografias são geralmente fáceis, misturando elementos de danças tradicionais. de artes marciais e de danças ocidentais, tudo ao som de música pop. Por vezes são usados adereços e até trajes especiais.

Estima-se que haja cerca de 100 milhões de pessoas a dançar na rua de forma espontânea. São na sua maioria senhoras de meia-idade, donas de casa e reformadas, e alegram espaços públicos como praças, jardins, parques de estacionamento e até passeios com as suas coreografias animadas ao som da música. Porém, nem todos acham tão divertido: surgiram queixas ligadas com distúrbios, ruído excessivo, ocupação violenta de espaços livres e retaliações por parte dos moradores.

Em 2015, o governo chinês decidiu regular esta atividade, havendo agora 12 coreografias estabelecidas e regras para a sua prática. Contudo, nada trava estas "tias da dança", que encontraram na dança não só uma forma de se manterem ativas mas também de socializarem e fazerem novos amigos, fazendo parte do seu estilo de vida e contagiando a